Em algum lugar do passado, num dia qualquer, eu e Gabriel estavamos andando pela Rio Pardo.
Havia chovido muito no imbé nos dias anteriores, e como todos sabem, chuva no imbé só podia resultar em alagamentos.
A um certo ponto da estrada, ficamos estagnados quando vimos algo intrigante.
No meio da rua, exatamente no meio da rua, avistamos um peixe. Parecia um pequeno jundiá (nessa epoca o gabriel ainda nao fazia biologia, portanto nao poderia dizer q era um Jundianilis Animalis, da cadeia dos Centrefudios.
O pequeno animal se debatia, ainda vivo, procurando de alguma forma um lugar com agua.
Vendo aqui, começamos a nos indagar como afinal o pequeno mamífero aparecera por ali.
Gabriel cogitou uma hipotese estúpida, de que de certo algum pescador acabara de passar pelo local, e o peixe teria saltado de alguma bolsa ou samburá, na tentativa de escapar.
Perguntei a ele se de repente aquele peixe poderia ter vindo de algum rio, ou açude, pela tubulação da rede de esgoto, e com a cheia e com o alagamento teria aparecido em uma poça dagua que estava ali perto.
Impossivel! disse ele, lembrando que se fosse assim, com certeza ele teria rumado ao oceano.
lembrou ele da hipotese de alguma ave de rapina ter passado pelo local, e ter "deixado cair" sem querer a presa de suas garras...
mas q besteira... nao existem águias no imbé...
entao paramos, sentamos, ascendemos um crivo e ficamos pensando...
pensando...
pensando...
e eureka!
Nos demos conta de algo tão banal, que quase nos passou desapercebido.
Obviamente com o calor que fazia, afinal era verão, aquele peixe que estava em algum corrego, rio ou lago, teria evaporado junto com a agua...
subido a atmosfera...
se condençado numa nuvem...
e chovido ali.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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